Coluna Claras Ideias – com Dr. Bastos (16 de setembro)

 

 

 

Itapajé: Convenções oficializam os primeiros nomes como candidatos a prefeito – Dois candidatos a prefeito em Itapajé tiveram seus nomes confirmados em convenções partidárias no último domingo, dia 13. Na convenção de PSD o nome da médica Gorete Caetano foi posto como opção para o eleitorado. Gorete já disputou as eleições de 1988 e 1992, na condição de candidata a prefeita e a vice-prefeita, respectivamente. Nas duas ocasiões foi derrotada nas urnas. Desta vez concorre em substituição ao delegado André Firmino, que por questões de saúde não será candidato. Ela terá o vereador Eder Rocha, do PL, como vice. Eder está em seu primeiro mandato de vereador. Ele é filho do ex-vereador e ex-vice-prefeito Idervaldo Rocha. Dr. Ider rompeu uma aliança de três décadas com o ex-prefeito Batista Braga para apoiar Gorete.

 

A segunda convenção do domingo oficializou o nome do arquiteto Sávio Lira como candidato a prefeito pelo PP. Sávio tem 27 anos e deve ser o mais jovem pleiteante ao cargo de prefeito. Ele nunca exerceu cargo eletivo. Sávio foi candidato a vice-prefeito em 2016 em chapa formada com o ex-prefeito Kelsey Forte. A dupla chegou na terceira colocação. Sávio Lira é filho do ex-vereador e ex-vice-prefeito Elihu Bastos Lira. O vice de Sávio será o professor João Pinheiro.

 

 

Nesta quarta-feira, dia 16 de setembro outras três convenções deverão homologar os nomes de Dimas Cruz (PDT), Jonaírton Alves Sales (PT) e de Stela Gomes (PTB) como candidatos a prefeito.

 

Irauçuba: PDT oficializa nome de Patrícia Barreto e MDB de Heloísa Pinto como candidatas a prefeita –  A ex-primeira-dama do município de Irauçuba, Patrícia Barreto (PDT), teve seu nome oficializado em convenção partidária realizada no último sábado, dia 12. Patrícia é esposa do ex-prefeito Raimundo Nonato Souza Silva e concorrerá pela primeira vez a um cargo eletivo.

 

Ele disputará o pleito contra a advogada Heloísa Pinto. A candidata do MDB é filha do ex-vereador Chico Coco e teve seu nome oficializado em convenção ocorrida no dia 10.

 

Patrícia Barreto terá como vice Nego Barbosa. Já Heloísa terá como vice a vereadora Eugênia Mota.

 

Nomes de peso do grupo de oposição, como do ex-prefeito Zé Mota e do ex-secretário de desenvolvimento econômico, Heleno Araújo, ficarão de fora da disputa, o que para muitos é uma surpresa. A derrota da candidata de oposição nas eleições suplementares de 2019 enfraqueceu o grupo oposicionista para o pleito de 2020. Nas eleições do ano passado a atual prefeita Geraldina Braga venceu a vereadora Cléia Caetano por uma impressionante diferença de 2.502 votos.

 

Tejuçuoca: PSD oficializa o nome de Britinho e MDB o de Heloílde Estêvão como candidatos a prefeito – O vereador Antonísio de Brito (PSD), conhecido como Britinho, teve sua candidatura homologada em convenção partidária ocorrida no último sábado, dia 12. Ele terá como vice o ex-prefeito João Mota (PTB). Britinho está no seu segundo mandato de vereador e já foi presidente da Câmara e vice-prefeito, entre os anos de 2013 e 2016.

 

Ele disputará o pleito contra a atual prefeita, Heloílde Estevão (MDB), esposa do ex-prefeito Edilardo Eufrásio. A convenção do MDB foi realizada na terça-feira, dia 15. O vice de Heloílde será Amilton Camelo (PT), que atualmente ocupa a função.

 

Ceará tem o melhor desempenho do ensino fundamental do País; Ensino Médio ainda é desafio – A rede pública de educação do Ceará teve, em 2019, a maior evolução histórica do País no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), passando de 2,8 em 2005 para 6,3 ano passado. Ritmo de crescimento que, segundo relatório do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgado na manhã desta terça-feira, 15, é quase duas vezes superior à média nacional. Isso significa que 98,9% das escolas públicas cearenses (em 182 dos 184 municípios) conseguiram alcançar a meta de desempenho proposta para 2019. Desempenho este que, de acordo com o Inep, é calculado a partir da combinação entre a proficiência obtida pelos estudantes em avaliações de larga escala, como o Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), e nas taxas de aprovação, ou seja, na progressão deles entre etapas/anos escolares.

 

Com a consolidação da base do ensino fundamental, a educação pública tem conseguido progredir, também, em séries mais avançadas. Quando se trata do desempenho escolar nos anos finais (6º ao 9º ano), o Ceará teve a melhor nota do País (5,2), de acordo com o Inep, figurando entre os sete estados que conseguiram alcançar a meta estipulada para o Ideb 2019, ao lado de Amazonas, Piauí, Pernambuco, Alagoas, Paraná e Goiás.

 

Ao chegar ao ensino médio, porém, essa melhoria desacelera, mas não deixa de ser significativa. Após anos com o desempenho estagnado (em 2009, 3,4; em 2011, 3,4; em 2013, 3,3; em 2015, 3,4; em 2017, 3,7), o Ceará conseguiu alcançar a nota 4,2 no Ideb 2019. Não é ainda a meta estipulada para o ano (4,5), mas está entre as maiores do País. Neste aspecto, somente Pernambuco e Goiás conseguiram alcançar as notas que deveriam.

 

Rede privada

A rede privada de educação do Ceará também tem progredido, mas de forma menos acelerada e ainda sem alcançar metas de desempenho. Nos anos iniciais do ensino fundamental, a rede privada saiu de um Ideb de 5,4 em 2005 para 6,7 em 2019. Nos anos finais, de 5,5 para 6,1. Já no ensino médio, de 5,5 para 5,7 (mesma nota alcançada em 2017).

 

Educação brasileira

A educação brasileira avançou em todas as etapas do ensino. Contudo, somente nos anos iniciais do ensino fundamental é que conseguiu cumprir as metas previstas para 2019. Os índices nacionais ficaram abaixo do esperado tanto nos anos finais quanto no ensino médio.

 

Bolsonaro anuncia desistência de Renda Brasil e ameaça cartão vermelho na equipe – O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (15) que desistiu de lançar o programa Renda Brasil, uma reformulação do Bolsa Família.

 

O presidente ameaçou ainda com “cartão vermelho” integrantes da equipe econômica que defenderem medidas como o corte de benefícios de aposentados e deficientes. “Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família. E ponto final”, afirmou.

 

“Eu já disse a poucas semanas que jamais que vou tirar dinheiro dos pobres para dar para os paupérrimos. Quem, porventura, vir a propor pra mim uma medida como essa, eu só posso dar cartão vermelho para essa pessoa. É gente que não tem o mínimo de coração, o mínimo de entendimento de como vivem os aposentados do Brasil. Então vou dizer a todos vocês. Pode ser que alguém da equipe econômica tenha falado sobre esse assunto, pode ser. Jamais vamos congelar salário de aposentados, bem como jamais vamos fazer com que o auxílio para idosos e pobre com deficiência seja reduzido para qualquer coisa que seja”, disse o Presidente em vídeo publicado nas redes sociais.

 

Antes mesmo da divulgação do vídeo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi chamado ao Palácio do Planalto para uma audiência com o presidente. Ele adiou a participação em um evento para o encontro.

 

Segundo assessores palacianos, a desistência do programa social foi o tema principal da reunião, que ocorreu em um clima de irritação. Segundo relatos feitos ao jornal Folha de São Paulo, na reunião, Bolsonaro pediu a Guedes que assessores da equipe econômica evitem dar entrevistas à imprensa, para evitar novas polêmicas.

 

Um membro do alto escalão do governo avalia que o próprio Guedes teria planejado esse movimento com a intenção de convencer o governo sobre a necessidade de criar o imposto sobre transações financeiras.

 

Na avaliação dessa fonte, o ministro fez uma manobra política ao autorizar seu subordinado a lançar essa discussão sobre o congelamento de aposentadorias. O objetivo seria mostrar que o governo não tem recursos e precisa encontrar uma fonte para financiar os novos programas.

 

Desde a idealização, o Renda Brasil sempre foi motivo de conflito interno no Governo Federal. Ainda em julho, uma força tarefa foi criada para agilizar o projeto que tem por objetivo substituir o Bolsa Família em todo o País.

 

A necessidade de um novo valor maior para as famílias carentes surgiu com o Auxílio Emergencial, que aumentou o Bolsa Família em até dez vezes dependendo das condições de cada beneficiário – no caso de mulheres chefes de família, o valor chega a R$ 1,2 mil.

 

Cálculos

 

Na força tarefa, a equipe econômica fez cálculos para que o novo programa alcançasse entre 6 milhões e 8 milhões de pessoas a mais do que o número de atendidos pelo Bolsa Família, hoje em cerca de 14 milhões.

 

Diante do pedido de Bolsonaro, na época, Guedes afirmou na reunião que a alternativa será o corte das deduções médicas e de educação do IR. A avaliação é que essa renúncia de receitas do governo beneficia, em sua maior parcela, famílias de renda média e alta.

 

De acordo com uma pessoa que estava na reunião, Guedes afirmou ter levado opções para custear o programa e ressaltou que o presidente teria que fazer escolhas – quanto mais programas revisados ou extintos, mais robusto ficaria o Renda Brasil.

 

Efeitos do conflito

 

Guedes queria extinguir benefícios como o abono salarial para abrir caminho no Orçamento a um benefício de maior valor para a população mais carente, mas Bolsonaro avisou que não vai “tirar de pobres para dar a paupérrimos” e exigiu um novo plano.

 

O conflito entre o ministro e o presidente resultou, em agosto, em mais volatilidade no mercado, fazendo a Bolsa de Valores cair e o dólar aumentar.

 

Mardem Lopes


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