Coluna Claras Ideias – Com Dr. Bastos (23 de setembro)

Eleições 2020: Uso de máscara será obrigatório e não poderá ter referências a candidatos

 

Em entrevista ao departamento de jornalismo da rádio Atitude FM, o chefe do Cartório Eleitoral da 41ª Zona, Márcio Lopes, informou que o uso de máscara de proteção facial contra o novo coronavírus será obrigatório no dia das eleições, que ocorrem em 15 novembro. Sem máscara não será permitido o acesso aos locais de votação.

 

Além do uso de máscara, a Justiça Eleitoral solicita que os eleitores levem sua própria caneta para assinar o caderno de votação logo após digitar os números de seus candidatos na urna eletrônica.

 

Márcio informou ainda que a Justiça Eleitoral solicitará às prefeituras de Itapajé, Irauçuba e Tejuçuoca que mantenham à disposição dos eleitores água e sabão nos banheiros dos locais de votação, que são geralmente em escolas municipais. O Cartório Eleitoral disponibilizará álcool em gel somente para as equipes que trabalharão nas eleições de 2020. Além do álcool em gel, os mesários e demais colaboradores terão à disposição máscaras descartáveis em número suficiente para que sejam trocadas a cada quatro horas, como determina protocolo sanitário aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

A utilização de máscaras de proteção facial deve seguir as mesmas regras das vestimentas dos eleitores, ou seja, não podem trazer estampadas nome, número ou qualquer símbolo ou cor que caracterize uma candidatura em particular. Estampas de animais, geralmente utilizados como mascotes pelos partidos políticos, também estão proibidas. Caso os eleitores insistam em utilizar camisetas ou qualquer outro adereço que faça alusão a uma candidatura em específico poderão incorrer no crime de boca de urna. Aglomerações de pessoas que utilizem roupas padronizadas também podem caracterizar a boca de urna, crime eleitoral com punição de seis meses a um ano de detenção, além de pagamento de multa que varia entre R$ 5 mil a R$ 15 mil e a suspensão do título de eleitor.

 

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Eleições 2020: Eleitores do grupo de risco terão prioridade nas filas das seções eleitorais nas três primeiras horas de votação

 

Neste ano eleitores maiores de 60 anos, considerados do grupo de risco para a covid-19, além dos eleitores portadores de comorbidades, estão sendo orientados pela Justiça Eleitoral a votarem entre as 7h e as 10h — intervalo que será prioritário para esse público nas seções eleitorais de todo o Brasil. Apesar disso, não será proibido a votação para pessoas que não são do grupo de risco, mas estes terão que ceder a vez sempre que houver um eleitor do grupo de risco na fila para votar.

 

De acordo com o chefe do Cartório Eleitoral da 41ª Zona, Márcio Lopes, como forma de evitar aglomerações, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu estender em uma hora a duração da votação, que será das 7h às 17h. Nos outros anos, a votação costumava começar às 8h. O TSE orienta ainda que eleitores e mesários que estiverem com febre ou tenham testado positivo para covid-19 nos últimos 14 dias antes da eleição devem ficar em casa. Será recomendado também que os eleitores mantenham distância mínima de um metro dos demais eleitores e mesários através de marcações no chão. Para evitar as aglomerações dentro dos locais de votação, a Justiça Eleitoral poderá controlar o fluxo de pessoas. Márcio destaca que não será permitido aos eleitores que já tenham votado a permanência dentro dos colégios.

 

Eleitores do grupo de risco que não se sintam seguros em participar do pleito poderão justificar a ausência em até sessenta dias após a votação. Para tanto devem acessar o site do Tribunal Regional Eleitoral e apresentar sua justificativa por meio do Sistema Justifica. O eleitor deve preencher seus dados pessoais, declarar o motivo da ausência e anexar documentos que comprovem sua justificativa, como atestado médico e documento pessoal que comprove sua idade avançada. Após a solicitação, o cidadão recebe um protocolo para acompanhar o andamento do pedido. Se a justificativa for acolhida pela Justiça Eleitoral, o eleitor é notificado da decisão.

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Economia do Ceará cai 7,58% no primeiro semestre deste ano, conforme Ipece

 

O impacto da pandemia na economia cearense no primeiro semestre deste ano fez com que o acumulado do Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará caísse 7,58%. O resultado foi pior do que o nacional, de -5,9%, de acordo com a divulgação realizada nesta terça-feira, 22, pelo Instituto Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece).

 

Ainda de acordo com os dados, a queda no segundo trimestre na comparação com o trimestre anterior foi de 13,23%. Resultado bem superior aos 9,7% da economia nacional. Já na análise do segundo trimestre deste ano ante igual período do ano passado, o tombo chega a 14,55%.

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ONU: mesmo com inúmeras queimadas, Bolsonaro afirma que País é líder em conservação de florestas

 

O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) falou sobre preservação ambiental durante discurso gravado para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira, 22. Mesmo o País enfrentando queimadas constantes desde o ano passado na Amazônia, Bolsonaro afirmou que o Brasil é líder em conservação de florestas tropicais. Entidades de meio ambiente contrariam as informações presentes no discurso do presidente.

 

De acordo com dados da plataforma Global Forest Watch, o Brasil foi o que mais desmatou florestas tropicais primárias em 2019, totalizando 1 milhão e 361 mil hectares desmatados.

 

O presidente também disse que o País preserva 66% da vegetação nativa. A informação é verdadeira, porém, incompleta. Como pontua o Observatório do Clima (OC), pelo menos 9% da vegetação preservada é secundária. “Ou seja, são áreas que já foram desmatadas e voltaram a crescer. Não estão, portanto, protegidas nem preservadas”, publica a organização.

 

O presidente Bolsonaro também comentou sobre o agronegócio. Parabenizou os produtores rurais por terem “trabalhado como nunca” e afirmou que apenas 27% do território brasileiro são destinados para agricultura e pecuária: “Números que nenhum país possui”, destacou. Segundo o Observatório do Clima, porém, o País tem 30% do território em agropecuária, a média mundial.

 

O Pantanal já teve 22% (33.078 km²) de seu território consumido pelo fogo, conforme dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A porcentagem equivale a cerca de 106 cidades de Fortaleza. O presidente Bolsonaro indicou que o fogo é normal em razão da temperatura.

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Mobilização virtual será desafio na campanha, avaliam especialistas

 

A comunicação digital não é uma novidade no cenário eleitoral brasileiro. Contudo, a uma semana do início da campanha, as estratégias nas plataformas virtuais devem ganhar mais protagonismo nesta eleição. Além do crescimento do alcance da internet no País e, por consequência, do número de usuários nas cidades brasileiras, a campanha irá ocorrer com limitações ocasionadas pela pandemia de Covid-19. Na avaliação de especialistas, diante disso, poderá fazer a diferença a busca por diferentes formas de gerar mobilização.

 

Apesar de diversos estados apresentarem uma tendência de queda dos casos de infecção pelo novo coronavírus, eventos presenciais ainda terão que se adequar às normas sanitárias, como o distanciamento social.

 

Com isto, a campanha “corpo a corpo”, historicamente importante em eleições municipais, será impactada, e a presença digital dos candidatos deixa de ser uma alternativa para o período de campanha e passa a ser essencial na interação com o eleitor e nas estratégias para conquista de votos.

Segundo Marcelo Vitorino, professor de Marketing Político da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o protagonismo esperado, entretanto, também tem limitações. “O papel do digital irá variar de acordo com o entendimento do candidato e do marqueteiro. Se for um uso de tradicional, apenas como canal de replicação, não terá tanta importância”, analisa.

 

Para que o meio digital possa fazer a diferença, considera ele, é preciso que haja uma estratégia pensada para cada plataforma – tanto online como offline. “É o mesmo eleitor em toda as mídias, mas quando ele está em cada uma delas, tem uma expectativa de conteúdo diferente”.

 

No meio digital, aponta a professora de Teoria Política da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Monalisa Torres, o desafio será transformar o número de seguidores em mobilização. “Uma coisa é conseguir engajamento. Agora, transformar isso em mobilização política é que será o segredo. Transformar o seguidor em um cabo eleitoral, que vai impulsionar (a campanha) na rua, na comunidade ou entre os membros do WhatsApp”.

 

O consultor político Leurinbergue Lima concorda. “Nós precisamos ter multiplicadores”, afirma. Para isso, explica o especialista em Marketing Político, será necessária uma “militância virtual engajada”. “Em vez de as pessoas segurarem bandeiras nas ruas, vão fazer isso nas redes sociais”, exemplifica.

 

Marcelo Vitorino observa que alguns atores poderão atuar como “embaixadores” de candidaturas. Segundo ele, é preciso identificar quem será a rede de apoio de determinado candidato e “treinar e mobilizar essas pessoas”. “Quando precisa de público em uma ‘live’, mobiliza esses embaixadores para levar as pessoas, por exemplo. Se você fizer ação combinada entre impulsionamento e mobilização, é bem melhor até do que a campanha tradicional”.

 

Neste contexto, para Leurinbergue Lima, a preocupação com a produção, embora importante, deve vir em segundo plano. “Muitos candidatos se preocupam com a estética, mas esquecem do posicionamento”, argumenta. Conforme avalia, a prioridade deve estar voltada a conteúdos que engajem o público que acompanha o candidato virtualmente. “A gente vem de uma eleição de uma visão negativa da política e do político. Com a pandemia, a possibilidade de abstenção é maior. Então, o candidato precisa convencer o eleitor da importância de sair de casa para ir votar”, completa Monalisa Torres.

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Mardem Lopes


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