Amapá volta a registrar apagão total na noite desta terça-feira, 17

No 15º dia sem fornecimento estável de energia elétrica, o estado do Amapá, na região norte do Brasil, voltou a registrar apagão total na noite desta terça-feira, 17. A informação foi divulgada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) por meio das redes sociais. O novo blecaute teve início por volta das 21h e afetou toda região metropolitana da capital Macapá e alguns municípios do interior. 

O cenário, segundo o político, é urgente. Por meio da publicação, Randolfe fez apelo para que ocorra esclarecimento das autoridades responsáveis sobre o que gerou o novo apagão. Ainda não há informações sobre o que teria motivado a segunda interrupção total da energia elétrica no Estado.

Em posicionamento enviado ao UOL, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, reconheceu o segundo apagão total no estado. Ele afirmou que a interrupção no fornecimento ocorreu por uma instabilidade no sistema e que equipes estavam trabalhando para restabelecer a rede de forma gradual.

“Quero acreditar na sensibilidade do Presidente da República e da Advocacia-geral da União com o povo amapaense. Nosso povo está sofrendo”, pontuou o senador. Ele voltou a frisar como inaceitável a demora no atendimento a população. “É uma questão humanitária!”, completou.

 

Início da crise no Amapá

 

O estado enfrenta urgência energética desde o dia 3 de novembro, quando o fornecimento de energia foi interrompido após, um transformador pegar fogo e ficar totalmente destruído, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A falta de energia tem gerado crise de abastecimento de água, alimentos e ainda de segurança pública na região. As eleições na capital, Macapá, foram adiadas em razão da insegurança gerada pelo apagão — após pressão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, irmão de um dos candidatos. O estado está sob alerta de calamidade pública reconhecida pelo governo desde o dia 6 de novembro.

Depois da primeira semana sem energia, aos poucos, a rede elétrica passou a ser restabelecida, mas em forma de rodízio, de seis em seis horas. O que, segundo os moradores, não foi eficaz. Além de quedas constantes, o desrespeito ao horário são problemas do sistema rotativo adotado no estado.

Na implementação do rodízio, no dia 7 de novembro, o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, declarou que 65% da energia elétrica havia sido restabelecida e pontuou uma totalidade até o fim daquela semana — informação rechaçada pela população. Quase uma semana depois, o estado segue sem estabilidade no fornecimento de energia elétrica.

 

Fonte: O Povo

Mário Almeida


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