Coluna Claras Ideias – Com Dr. Bastos (13 de novembro)

 

Maia reage a falas de Bolsonaro e Guedes sobre pólvora, ‘maricas’ e hiperinflação – Após um dia agitado para a política e economia do País, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reagiu no Twitter às falas do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do ministro da Economia, Paulo Guedes, que mexeram com o cenário nacional nesta terça-feira, 10. “Entre pólvora, maricas e o risco à hiperinflação, temos mais de 160 mil mortos no País, uma economia frágil e um Estado às escuras. Em nome da Câmara dos Deputados, reafirmo o nosso compromisso com a vacina, a independência dos órgãos reguladores e com a responsabilidade fiscal. E a todos os parentes e amigos de vítimas da covid-19 a nossa solidariedade”, escreveu ele em duas postagens no Twitter. As duas primeiras palavras de Maia se referem a falas de Bolsonaro feitas em uma cerimônia no Palácio do Planalto na tarde de hoje. Diante da ameaça do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, de aplicar sanções econômicas ao Brasil, caso não haja atuação mais firme para combater o desmatamento e as queimadas na Amazônia, Bolsonaro reagiu e disse que “apenas pela diplomacia” não daria. “Depois que acabar a saliva, tem que ter pólvora. Não precisa nem usar a pólvora, mas tem que saber que tem”, disse Bolsonaro mais cedo. Depois, ao se referir à pandemia de covid-19, o presidente disse que o Brasil precisa deixar de ser “um país de maricas” e enfrentar a doença. “Tudo agora é pandemia, tem que acabar com esse negócio, pô. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia, aqui todo mundo vai morrer. Não adianta fugir disso, fugir da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas”, disse em cerimônia no Palácio do Planalto. Para completar, chamou a imprensa de “urubuzada”. Já o ministro da Economia disse, pela manhã, que o Brasil pode “ir para uma hiperinflação muito rápido” se não rolar a dívida satisfatoriamente. Houve reação à declaração, com alta do dólar.

Anvisa autoriza retomada de testes da CoronaVac; Butantan anuncia retorno imediato dos estudos – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que os testes da CoronaVac, a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac para a Covid-19, serão retomados. O Instituto Butantan, responsável pela aplicação das doses no Brasil, disse que os estudos reiniciarão imediatamente, ainda nesta quarta-feira (11). ” A ANVISA informa que acaba de autorizar a retomada do estudo clínico relacionado à vacina Coronavac, que tem como patrocinador o Instituto Butantan”, disse a agência, em nota. Há dois dias, os testes haviam sido suspensos pela Anvisa por causa da morte de um dos voluntários. Segundo a nota divulgada pela agência nesta quarta, o “evento adverso grave” que levou à suspensão ainda está sendo investigado. A Anvisa informou que “não está divulgando a natureza” do ocorrido em respeito à privacidade e integridade dos voluntários de pesquisa”.

Resumo

Na noite de segunda-feira (9), a Anvisa suspendeu temporariamente os testes da CoronaVac no Brasil. Ao fazer o anúncio, a agência citou “evento adverso grave” com voluntário, mas não deu detalhes.

Ainda na noite de segunda, o diretor do Instituto Butantan, que conduz os testes no Brasil, disse à TV Cultura que o incidente era uma morte não relacionada à aplicação vacina.

Na manhã desta terça, o presidente Jair Bolsonaro celebrou a suspensão dos testes e citou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seu adversário político.

Ainda manhã desta terça, o governo de São Paulo afirmou ser impossível relacionar o “evento adverso grave” à aplicação da vacina no voluntário.

Horas depois, um boletim de ocorrência da Polícia Civil de São Paulo obtido pela TV Globo indicou que a causa da morte do voluntário foi suicídio.

No início da tarde desta terça, a Anvisa disse em entrevista coletiva que a decisão de interromper os testes da CoronaVac foi “técnica” e baseada na falta de informações.

Na nota divulgada nesta quarta em que anunciou a retomada do estudo clínico, a agência disse: “A Anvisa entende que tem subsídios suficientes para permitir a retomada da vacinação e segue acompanhando a investigação do desfecho do caso para que seja definida a possível relação de causalidade entre o EAG [evento adverso grave] inesperado e a vacina”.

Em nota, o diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou que a retomada dos testes é “uma excelente notícia”. O instituto confirmou que o retorno dos estudos irá ocorrer já nesta quarta-feira, com a liberação para inclusão de novos voluntários e também aplicação de novas doses.

 

Em setembro, o governo de São Paulo acordou a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, que já esteve no centro de uma disputa envolvendo Bolsonaro, o Ministério da Saúde e Doria. O acordo prevê que a Sinovac vai transferir tecnologia de produção para o Brasil por meio do Butantan, que é ligado à Secretaria de Saúde de São Paulo.

“Prorrogação do auxílio se houver 2ª onda é certeza”, diz Guedes – O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo prorrogará o auxílio emergencial, caso haja uma segunda onda da pandemia do coronavírus no Brasil. “Prorrogação do auxílio emergencial se houver segunda onda não é possibilidade, é certeza. Se houver segunda onda da pandemia, o Brasil reagirá como da primeira vez. Vamos decretar estado de calamidade pública e vamos recriar auxílio emergencial”, afirmou. Segundo o ministro, essa não é a expectativa, mas é previsto pela equipe econômica como uma contingência. “O plano A para o auxílio emergencial é acabar em 31 dezembro e voltar para o Bolsa Família. A pandemia descendo, o auxílio emergencial vai descendo junto. A renovação do auxílio emergencial não é nossa hipótese de trabalho, é contingência”, completou. Em evento virtual organizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Guedes disse que, se for necessária a prorrogação, a ideia é que o país gaste menos do que no primeiro enfrentamento da pandemia. “Ao invés de gastar 10% do PIB, talvez gastemos 4%”, completou. “O Brasil vai furar as duas ondas, estamos saindo do lado de lá”. Guedes voltou a dizer que o plano da equipe econômica era que o auxílio emergencial “aterrissasse” no Bolsa Família ou Renda Brasil, o que ainda está em estudo. “Politicamente, o programa Renda Brasil não foi considerado satisfatório pelo presidente. No meio da eleição, não era hora de ter essa discussão”, completou. O ministro afirmou que o valor do auxílio emergencial, que foi inicialmente de R$ 600, ficou acima do que ele esperava, que era de até R$ 400. Para Guedes, os R$ 600 podem ter sido um “exagero”, mas ele disse não se arrepender porque o benefício foi importante para a reação da economia.

 

 

Ameaça de ‘caos social’

 

Guedes disse também que o Brasil passou por uma ameaça de “caos social”, que não ocorreu porque não houve desabastecimento de produtos nas prateleiras dos supermercados. “Brasil resistiu porque o campo seguiu produzindo e rede de supermercados manteve a população abastecida nesse período. As redes de supermercados mantiveram a economia em funcionamento”, afirmou. O ministro voltou a dizer que a economia está voltando com força “como um urso que estava hibernando”. Ele afirmou que a arrecadação de impostos neste mês está “extraordinária”, assim como outros indicadores antecedentes. “Mesmo sendo otimista, me surpreendeu a velocidade com que a economia brasileira está voltando”, completou.

Polícia Militar do Ceará inicia Operação Eleição 2020 – A Polícia Militar do Ceará (PMCE) inicia, nesta quinta-feira (12), a fase de execução da Operação Eleição 2020, com a finalidade de que todo o processo eleitoral aconteça dentro da normalidade e que a segurança dos cidadãos cearenses seja mantida. No primeiro turno serão empregados 4.200 policiais militares extras, utilizados tanto no policiamento ostensivo geral, como nas áreas especializadas. Eles serão divididos conforme a necessidade da região, ampliando a área de cobertura na Capital, Região metropolitana de Fortaleza e Interior do Estado.

 

Os policiais militares que foram deslocados para trabalhar no interior sairão amanhã, pela manhã, em direção aos seus locais de atuação e ficarão até a próxima segunda-feira (16), quando se encerra a primeira fase. A tropa extra é decorrente de policiais militares que trabalham em serviço administrativo ou que estavam de férias ou folga.

 

“O diferencial dessa eleição é que o próprio comandante local planejou o emprego do efetivo para realizar a segurança dos locais de votação existentes na área circunscricional da unidade que ele comanda, bem como ficará encarregado da fiscalização do efetivo empregado. Havendo ganho de eficiência no controle do efetivo escalado”, explicou o comandante adjunto da Coordenadoria Geral de Operações da PMCE, tenente coronel Vandicles de Oliveira.

 

Teste Covid-19

A corporação ressalta que todos os policiais militares deslocados para outros municípios realizaram a testagem de Covid-19 e, somente, trabalharão os que testaram negativo para a doença. A intenção é manter os agentes de segurança saudáveis para o trabalho, não propagar o vírus e garantir a segurança sanitária do efetivo, bem como da população atendida por eles. Além disso, a PMCE também entregará um kit com álcool e máscaras aos servidores. “Este ano, a Operação Eleição traz uma maior cautela com o policial e a população, haja vista que a pandemia não acabou. Tivemos um maior cuidado sanitário, todos os militares deslocados para outro município passaram por uma rigorosa testagem para não correr o risco dele se deslocar com vírus”, explicou a coordenadora de Saúde e Assistência Social e Religiosa, tenente coronel Sandra Helena de Carvalho. No retorno, cada militar fará novamente o teste para a Covid-19. A intenção é garantir que o vírus não venha com ele e se propague na família do policial.

Joe Biden segue adiante com a transição para presidência e nomeia chefe de gabinete – O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, deu na quarta-feira (11) à noite mais um passo na transição, apesar da recusa de Donald Trump a reconhecer a derrota, e nomeou um experiente assessor democrata como chefe de seu futuro gabinete, a primeira escolha pública para sua equipe na Casa Branca. Biden nomeou Ron Klain, 59 anos, que foi seu chefe de gabinete quando era vice-presidente, e admitiu que os dois têm um caminho árduo pela frente na luta contra a pandemia do coronavírus e para cicatrizar as feridas de um país profundamente dividido. “Sua experiência ampla e profunda e sua capacidade de trabalhar com pessoas de todos os espectros políticos é, precisamente, o que preciso em um chefe de gabinete da Casa Branca enquanto enfrentamos este momento de crise e voltamos a unir o nosso país”, assinalou Biden em comunicado. “Ron foi indispensável para mim durante os muitos anos em que trabalhamos juntos”, completou Biden ao se referir a Klain, que foi seu chefe de gabinete quando o democrata era vice-presidente do país. No mesmo comunicado divulgado pela equipe de transição do presidente eleito, Klain afirmou que a nomeação é “a honra de toda uma vida”. “Espero ajudar (Biden) e a vice-presidente eleita (Kamala Harris) a formar uma talentosa e diversa equipe para trabalhar na Casa Branca, enquanto abordamos sua ambiciosa agenda de mudança e buscamos sanar as divisões em nosso país”, disse Klain.

 

A escolha de Klain foi elogiada pelos democratas.

 

A senadora Elizabeth Warren considerou Klain uma “grande escolha” para o posto de chefe de gabinete porque “entende a magnitude da crise econômica e de saúde e tem a experiência para liderar a nova administração no processo”.

 

11 de novembro sem unidade

 

Depois que os principais meios de comunicação anunciaram no sábado a vitória do democrata, Biden discursou à nação, criou um grupo de trabalho sobre o coronavírus, conversou com líderes mundiais, incluindo alguns dos principais aliados de Trump, e começou a revisar os possíveis integrantes de seu gabinete. Na quarta-feira ele recebeu felicitações por telefone dos primeiros-ministros australiano, Scott Morrison, e japonês, Yoshihide Suga, assim como do presidente sul-coreano, Moon Jae-in. Trump, que sempre criticou os que considera “perdedores”, se nega a admitir a derrota e iniciou uma batalha legal com a esperança de anular o resultado das eleições, uma manobra chamada de “constrangedora” por Biden na terça-feira. Seguindo a linha de não reconhecer a vitória de Biden, uma funcionária importante da administração Trump impede o financiamento e a cooperação com a equipe de transição. O anúncio do chefe do futuro gabinete da Casa Branca encerrou uma jornada marcada pelas homenagens de 11 de novembro, quando Biden e Trump compareceram a eventos diferentes, um contraste com a unidade que caracteriza o Dia dos Veteranos. Trump visitou o Cemitério Nacional de Arlington, perto de Washington, onde depositou flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, enquanto Biden compareceu a uma cerimônia no Monumento à Guerra da Coreia na Filadélfia. Como é habitual desde o dia das eleições, Trump começou o dia com mensagens no Twitter e seguiu fazendo acusações de fraude eleitoral, sem nenhuma prova concreta. Trump mantém o apoio das principais vozes do Partido Republicano, que defendem que utilize todos os recursos legais antes de admitir a derrota. Mas alguns republicanos estão começando a pedir ao presidente que reconheça a vitória de Biden.

 

 

Mardem Lopes


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