Coluna Claras Ideias Com – Dr. Bastos (18 de novembro)

 

Política: Roberto Pessoa renunciará e Danilo Forte assumirá em cadeira na Câmara até final da legislatura

 

 

Com a eleição do deputado federal Roberto Pessoa, do PSDB, para a prefeitura de Maracanaú, o primeiro suplente do partido, Danilo Forte, que atualmente exerce o mandato de parlamentar graças ao pedido de licença de Pessoa, deverá assumir em definitivo uma cadeira na câmara dos deputados.

 

Em entrevista ao departamento de jornalismo da rádio Atitude FM nesta terça-feira, dia 17, Forte informou que sua prioridade número um será viabilizar as condições necessárias para que o campus da Universidade Federal do Ceará em Itapajé (Jardim de Anita) seja inaugurado e, em consequência, comece a funcionar.

 

A estrutura física do campus já está praticamente concluída, restando apenas alguns poucos acabamentos. Falta agora a autorização do Ministério da Educação para a realização de concurso público para seleção de corpo docente e de técnicos, e aquisição dos equipamentos necessários.

 

Danilo ainda informou que trabalhará incansavelmente para dotar os municípios de recursos federais através de emendas e projetos financiados pelo governo federal. Ele citou em especial os municípios de Itapajé, Irauçuba e Tejuçuoca, onde os novos gestores, eleitos no último domingo, dia 15 de novembro, são seus aliados.

 

PT oficializa apoio a Sarto no segundo turno das eleições de Fortaleza

 

A Executiva municipal do PT aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (17), apoio à candidatura de Sarto Nogueira (PDT) à Prefeitura de Fortaleza, no segundo turno da disputa. A deputada Luizianne Lins, entretanto, não se posicionou sobre o assunto. Segundo aliados, ela está “reclusa”. Foi consenso entre membros do partido que o PT atue para derrotar o candidato Capitão Wagner (Pros), apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), adversário da sigla petista. A avaliação, segundo o presidente do PT em Fortaleza, Guilherme Sampaio, é de que o partido não pode ficar omisso na disputa.

 

Barroso minimiza falha que atrasou resultado, muda versão e liga pane no TSE a falta de testes

 

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Luís Roberto Barroso, passou a minimizar os problemas que levaram ao atraso na divulgação do resultado das eleições municipais e não garantiu que o segundo turno será livre de falhas. Barroso também apresentou uma nova versão para a origem do problema. Sobre as tentativas de ataques contra o sistema do TSE, o ministro apontou a existência de articulação de milícias digitais, que atuaram de forma a desacreditar todo o sistema eleitoral brasileiro. Barroso afirmou que os problemas serão sanados e que tem confiança na sua equipe que gerencia os sistemas de informação. Também disse ter “fé que não ocorrerá” novos problemas. O ministro também voltou a afirmar que um atraso de duas horas não configura uma situação de grande gravidade.

 

O presidente do TSE também forneceu mais detalhes sobre as tentativas de ataques de hackers contra o sistema do tribunal, completando que eles foram seguidos de ações de milícias digitais com o intuito de desacreditar o sistema eleitoral brasileiro. Barroso falou que há suspeitas de que alguns desses grupos já sejam investigados pelo STF (Supremo Tribunal Federal). “Milícias digitais entraram imediatamente em ação tentando desacreditar o sistema. Há suspeita de articulação de grupos extremistas que se empenham em desacreditar as instituições, clamam pela volta da ditadura e muitos deles são investigados pelo STF”, afirmou.

 

O ministro foi questionado na entrevista se essas milícias digitais estavam ligadas a grupos políticos. “Não diria ligado a grupos políticos, mas evidentemente que se suspeita de motivação política na operação”, respondeu. Os ataques contra o sistema do TSE partiram dos Estados Unidos, Brasil e Nova Zelândia. Barroso explicou que eles se deram com uma intensidade de 436 mil conexões por segundo. O ministro, no entanto, voltou a reforçar que não foram bem-sucedidos e não tiveram relação nenhuma com as falhas nos equipamentos, que acarretaram no atraso da divulgação dos resultados.

 

Analistas veem “derretimento” do bolsonarismo como elemento central das eleições 2020

 

O “derretimento” do bolsonarismo, que se reflete no fracasso dos candidatos apoiados por Jair Bolsonaro (sem partido), é o principal significado político das eleições municipais 2020. Essa é a interpretação de muitos analistas políticos. Em casos isolados o bolsonarismo não saiu do páreo, como em Fortaleza e Rio de Janeiro. Nas duas capitais citadas, Capitão Wagner (PROS) e Marcelo Crivella (Republicanos), respectivamente, foram apoiados por Bolsonaro e disputarão o segundo turno.

 

O segundo aspecto importante é o reposicionamento das forças de centro e centro-direita, que conseguiram manter alguns postos e avançar em outros. A esquerda, sobretudo o PT teve um resultado ruim de modo geral, mas o Psol teve um resultado surpreendente em São Paulo.

 

As eleições municipais deste ano podem ser resumidas da seguinte forma: o avanço de partidos de centro e de direita, a grande abstenção (menor, no entanto, do que se presumia), o impacto da pandemia na taxa de reeleição, o recuo de partidos de esquerda e, por fim, a capacidade limitada do presidente Jair Bolsonaro de transferir votos.

 

Campos Neto: estender mais auxílios agora pode significar menos efeitos positivos

 

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, repetiu nesta segunda-feira (16), que o lançamento de um programa fiscal com aumento de gastos públicos pode ter um efeito contracionista na economia, ao invés de favorecer o crescimento.

 

“Passamos de um ponto de inflexão. Estender mais os auxílios agora pode significar menos (efeitos positivos). Foi o teto de gastos que nos permitiu gastar mais na pandemia. Assim que se começou a questionar o teto, o mercado reagiu imediatamente nos preços dos ativos”, afirmou, na 3ª Conferência Anual da América Latina, organizada pela Chatham House e pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

 

Renda

Mais uma vez, Campos Neto lembrou que a recomposição da renda das famílias por meio dos auxílios do governo gerou uma poupança que deve começar a ser usada a partir do momento que esses auxílios forem retiradas em 2021.

 

“Não acho que temos uma opção. O déficit fiscal tem que ser revertido a partir do próximo ano”, enfatizou. “Para atrair investimento privado, é preciso termos essa credibilidade. Só assim poderemos ter crescimento sustentável no longo prazo”, concluiu.

 

 

Mardem Lopes


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