Itapajé: Sindicato teme “desmonte”, afirma Cid Braga

Em entrevista ao departamento de jornalismo da rádio Atitude FM, veiculada no Jornal Integração desta terça-feira, dia 24, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itapajé (SISPUMI), Cid Lira Braga, informou que uma comissão de sindicalistas foi ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) solicitar da corte de contas maior atenção na fiscalização para que não haja risco de “desmonte” na administração pública municipal até o final do mandato do prefeito Dimas Cruz.

 

Muito embora o TCE já tenha incluído o município no rol de gestões que serão fiscalizadas, o sindicato alega que a administração do atual prefeito, que não foi reeleito em 15 de novembro, está utilizando os recursos do precatório do Fundef com uma celeridade atípica, o que poderia comprometer os planos dos profissionais do magistério, que esperam receber parte dos recursos em forma de rateio na próxima gestão municipal. A prefeita eleita, Gorete Caetano, prometeu em campanha que fará a distribuição de 60% do dinheiro entre os professores.

 

Cid lembrou que há ações judiciais nas esferas estadual e federal reivindicando o direito desses profissionais ao dinheiro, tese negada pela atual administração pública.  Dos cerca de R$ 33 milhões do recurso original, restam aproximadamente R$ 13,9 milhões.  Ou seja, caso prospere a versão dos educadores de que teriam direito aos 60% do precatório, R$ 6 milhões já terão sido utilizados pela gestão. O mais novo questionamento do sindicato diz respeito às obras de demolição e posterior reconstrução da escola professor Eudes Magalhães. O projeto está orçado em R$ 5,9 milhões e a homologação da licitação foi feita no dia 16 de novembro, um dia após o pleito municipal. A demolição teve início na semana passada e quase toda a estrutura já foi destruída.   Cid questiona a rapidez dos trabalhos, uma vez que não será possível construir a nova escola até o fim do mandato de Dimas, e põe em dúvida a grande movimentação (retiradas) na conta do precatório durante o período eleitoral.  “Não era para ter essa pressa nesse gasto”, disse.

 

Ele disse ainda que está em andamento uma ação, que começou a tramitar na justiça em 2019, que discute a compra de livros didáticos no valor de cerca de R$ 5 milhões, também com recursos do precatório.

 

 

Renan Gomes


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