Domingo, 26 de Setembro de 2021
(85) 99236-2812
Saúde Equipamento

Federal do Ceará desenvolve a ‘Wolf Mask’, equipamento para tratar problemas respiratórios

A proposta do equipamento é o uso em diferentes situações hospitalares e até em atendimento móve

22/09/2021 17h04
124
Por: Mário Almeida Fonte: G1/CE
Federal do Ceará desenvolve a ‘Wolf Mask’, equipamento para tratar problemas respiratórios

Uma nova máscara para uso em pacientes com dificuldades respiratórias, inclusive, nos casos graves de Covid-19, foi desenvolvida pela Universidade Federal do Ceará. O protótipo foi batizado de "Wolf Mask" (máscara lobo, em tradução livre) e tem como características ser não invasiva e full face – ou seja, cobre todo o rosto. A proposta do equipamento é o uso em diferentes situações hospitalares e até em atendimento móvel.

O vice-reitor e idealizador do projeto, professor Glauco Lobo, explica que a ideia surgiu a partir do uso de máscaras de mergulho adaptadas para funções respiratórias em outros países, e até mesmo no Brasil, no início da pandemia de coronavírus.

"Mas entendemos que adaptar uma coisa que não foi feita para aquilo não é o mais indicado. Por isso, nossa ideia foi desenvolver um projeto já com as características de uma máscara de assistência ventilatória não invasiva", comenta o vice-reitor.

 

Lobo enfatiza que o objetivo do novo equipamento é ser mais uma opção na rede hospitalar, e não substituir outros já existentes. Agora o desafio é encontrar um parceiro externo que possa produzir um número maior de máscaras para a realização de testes em pacientes e, assim, receber a autorização para uso da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A estimativa da equipe é concluir todas essas etapas ao longo do próximo ano.

 

Funcionalidade da ‘wolf mask’

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Rodrigo Porto responsável por articular a montagem da equipe multidisciplinar que desenvolveu o protótipo , informa que o depósito da patente já foi feito e explica as características inovadoras da máscara.

"O principal diferencial, além de um ajuste anatômico, é que a Wolf Mask terá mais pontos de conexão com os equipamentos hospitalares. Isso permitirá seu uso inclusive no pré-atendimento hospitalar e por socorristas, em ambulâncias e UTIs móveis, por exemplo", afirma.

Rodrigo Porto destaca ainda a contribuição da Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura (FCPC), que repassou recursos financeiros para a compra de equipamentos e insumos do projeto.

 

Os testes do protótipo com voluntários foram realizados no Laboratório de Simulação da Gerência de Ensino e Pesquisa (GEP) do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e mostraram a eficácia do equipamento. De acordo com as fisioterapeutas Andréa Nogueira e Renata Vasconcelos, integrantes da equipe multiprofissional que trabalha no projeto, foram feitos testes com os chamados juízes, que são especialistas na área, e com profissionais de saúde com experiência em ventilação mecânica não invasiva.

Renata explica que foi utilizado um monitor multiparamétrico para avaliar a eficácia da oxigenação por meio do acompanhamento dos sinais vitais dos voluntários.

Já Andréa comenta que essa é "uma máscara multifuncional que possibilita a aplicação em três situações diferentes, a depender do equipamento disponível no serviço de saúde e da severidade do quadro clínico do paciente".

Assim, o novo aparato poderia ser usado em equipamentos como o respirador mecânico (circuito duplo), bipap (circuito único) ou conectado na rede de gases (alto fluxo com oxigênio e ar comprimido). "No geral, para cada situação citada temos [atualmente] uma interface específica e a Wolf Mask se aplica às três situações", comenta a fisioterapeuta.

 

 

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias