Quinta, 21 de Outubro de 2021
(85) 99236-2812
Politica CPI

CPI da Covid: ex-governador do RJ acusa Bolsonaro de 'sabotagem' e perseguição a governadores

CPI da Covid: ex-governador do RJ acusa Bolsonaro de 'sabotagem' e perseguição a governadores

17/06/2021 06h55 Atualizada há 4 meses
49
Por: Mário Almeida
CPI da Covid: ex-governador do RJ acusa Bolsonaro de 'sabotagem' e perseguição a governadores

No mais curto depoimento (três horas e 20 minutos) desde o início do funcionamento da CPI da Covid, o ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel afirmou nesta quarta-feira (16) aos senadores da comissão parlamentar de inquérito que houve “sabotagem” e “perseguição” por parte do governo federal contra os gestores estaduais durante a pandemia.

Ele também fez críticas ao governo e ao presidente Jair Bolsonaro em relação à montagem de hospitais de campanha, à abertura de leitos, à entrega de equipamentos, como ventiladores pulmonares, à demora para adoção do auxílio emergencial.

Wilson Witzel foi confrontado pelo senador Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, que não é integrante da CPI. O senador contestou as acusações de Witzel ao governo e atacou o ex-governador, acusando-o de ser responsável por mortes, de mentir à comissão e de usar a CPI como "palanque político".

O depoimento foi encurtado pelo próprio Witzel. Protegido por um habeas corpus obtido no Supremo Tribunal Federal (STF), ele podia falar o que quisesse e por quanto tempo quisesse. O ministro Nunes Marques concedeu o HC porque Witzel é investigado por fatos em análise na CPI e não pode ser eventualmente obrigado a produzir provas contra si mesmo.

No início da tarde, sob o argumento de que a audiência estava descambando para ofensas, Witzel resolveu parar de falar, embora ainda houvesse uma lista de senadores inscritos para perguntar. "Ele acabou de me comunicar que quer se retirar da sessão, e a gente não pode fazer absolutamente nada", disse o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM).

O ex-governador, porém, disse ter informações “graves” e prometeu voltar à CPI, caso seja feita uma reunião reservada. O requerimento de convocação dessa reunião deve ser votado na próxima sexta-feira (18).

Bate-boca

Durante a audiência, Witzel e o senador Flavio Bolsonaro (Patriota-RJ), trocaram farpas e acusações.

Os dois eram aliados durante a eleição de 2018 – Flavio Bolsonaro participou da campanha do então candidato ao governo fluminense. Ao longo do mandato, porém, houve um rompimento entre os políticos.

Flavio Bolsonaro disse que fazia "questão de desmascarar" Witzel e questionou fala do ex-governador de que é "perseguido". Mencionou acusações contra Witzel, disse que o ex-governador estava mentindo, que usava a CPI como "palanque político" e que "tem a mão suja de sangue entre esses quase 500 mil mortos".

"Esse, sim, é o culpado. E vem aqui e cria um monte de narrativa mentirosa. E eu faço questão de desmascarar porque ele foi eleito mentindo, enganando a população do Rio de Janeiro, e se revelou depois que sentou naquela cadeira de governador", declarou ao senador.
 

Em meio ao bate-boca, senadores afirmaram que Witzel estava sendo intimidado pelo filho do presidente da República.

Fonte: G1.com
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias